
O dia que descobri por que meu cliente vendia hambúrguer no prejuízo
Era terça-feira quando o dono me mostrou a planilha. Achava que o carro-chefe dava lucro. Não dava. E ele não era o único.
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Era terça-feira quando o dono me mostrou a planilha. Achava que o carro-chefe dava lucro. Não dava. E ele não era o único.

Aquela terça-feira que eu perdi caçando o IMEI de um celular vendido semana passada me ensinou que caderninho e planilha não dão conta de loja de celular.

Terça-feira, 10h da manhã. Cliente pedindo preço de cimento. Você abre a planilha, olha o último valor que lembra, dá o preço. Vendeu. Só que vendeu errado.

Durante anos, eu jurava que conhecia cada pote e cada litro na câmara fria. Até o dia em que fui conferir de verdade e descobri o rombo.

Aquela diferença de R$ 87 que aparece toda vez não é azar. É sintoma de um jeito de controlar o caixa que parou de funcionar quando você passou de 30 cafés por dia.

Durante anos, olhei pra agenda lotada e pensei que estava indo bem. Até o dia em que sentei pra fazer as contas de verdade.

Você vende pra caramba, caminhão sai cheio todo dia, mas no fim do mês não sobra nada. A resposta tá na confusão entre bolso e caixa da empresa.

Eu achava que agenda em papel era charme. Até o dia em que mandei dois técnicos pro mesmo lugar, no mesmo horário. Foi constrangedor — e caro.

Passei anos achando que sabia quanto custava fazer pão. Até que sentei pra fazer a conta de verdade — e levei um susto que quase me tirou do negócio.
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