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"Quanto eu cobro?" A pergunta que assombra a assistência técnica

Por Equipe Blog Gestão 5 min
Atualizado em 2 de julho de 2026
Dono de uma assistência técnica pensativo, olhando para um celular aberto em sua bancada de trabalho.
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Cara, se eu ganhasse um real pra cada vez que um dono de assistência técnica me pergunta 'quanto eu cobro por esse serviço?', eu já tava aposentado. É a pergunta de um milhão de reais, e eu entendo perfeitamente o porquê. Você tá ali, na correria, o cliente na sua frente com o aparelho na mão, o telefone tocando, e a pressão pra dar um número na hora. Aí a gente faz o quê? Chuta. Bota um valor que parece justo, cruza os dedos e torce pra no fim do mês a conta fechar.

Só que na maioria das vezes, ela não fecha. Ou fecha tão no limite que você se pergunta se vale a pena todo o estresse. Você trabalha que nem um louco, resolve o problema de todo mundo, mas parece que o dinheiro some. Se você se identificou com isso, senta aí e pega um café. A gente precisa ter uma conversa séria, de dono de negócio pra dono de negócio.

O erro mortal de só calcular o preço da peça

O erro mais comum que eu vejo, e que eu mesmo cometi por anos, é basear o preço só no custo da peça. O raciocínio é simples, né? 'Ah, a tela custou R$ 150, vou cobrar R$ 300 e tá tudo certo'. Não, não tá tudo certo. Esse pensamento é o caminho mais rápido pra falência. E eu não tô exagerando.

Você esqueceu de um monte de coisa nessa conta. E a sua hora? E o tempo que você passou pesquisando o fornecedor da peça? E o frete que você pagou? E a garantia que você vai ter que dar? E a luz, o aluguel da sua loja, a internet, o cafezinho que você oferece pro cliente? E o seu salário, pelo amor de Deus? Você não vive de ar.

Cada serviço que entra na sua loja tem que pagar uma pequena fração de todos esses custos fixos. Se você só dobra o preço da peça, quem tá pagando o aluguel? Na prática, é você. Tirando do seu próprio bolso, do lucro que deveria ser seu. O preço não é só 'peça + um extra'. O preço é a soma de tudo que permite sua loja existir, mais o valor da sua expertise e, claro, o seu lucro.

Aquele 'tempinho' que te custa uma fortuna

Solução para o seu segmento

Cansado da bagunça de papel e planilha na sua assistência?

Olha, eu já passei por isso. Um sistema como o vhsys te ajuda a organizar as ordens de serviço, controlar o estoque e ver de verdade pra onde seu dinheiro tá indo. Chega de adivinhar.

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Outra armadilha é o 'é rapidinho'. O cliente chega e fala 'é só pra dar uma olhadinha'. E essa 'olhadinha' vira um diagnóstico de 40 minutos. Ou você pega um serviço que parecia simples, uma troca de conector de carga, e descobre que a placa tá com oxidação e o buraco é bem mais embaixo. O 'rapidinho' de 30 minutos virou 3 horas de trabalho.

Se você cobrou pelo serviço 'padrão', você acabou de pagar pra trabalhar. O problema é que a gente, que é técnico, tem a mania de subestimar nosso próprio tempo. A gente gosta tanto do que faz, do desafio de consertar, que esquece que tempo é o nosso ativo mais caro. Ele não volta. E cada minuto gasto num aparelho é um minuto que não pode ser gasto em outro.

É por isso que ter uma Ordem de Serviço (OS) bem estruturada não é frescura. E eu não tô falando daquele bloquinho de papel que a gente compra na papelaria. Tô falando de registrar de verdade o que acontece. Hora que o aparelho entrou, quem pegou, cada etapa do diagnóstico, cada peça trocada, e principalmente, o tempo gasto. No começo parece chato, mas depois de um ou dois meses, você começa a ter dados. E dados, meu amigo, te tiram do 'achismo' e te colocam no controle.

A Ordem de Serviço não é só um papel pro cliente

Vamos falar mais dessa tal da Ordem de Serviço. Muita gente acha que a OS serve só pra dar um comprovante pro cliente e pra não misturar os aparelhos na prateleira. Isso é o básico do básico. A verdadeira função da OS, quando ela é digital e parte de um sistema, é ser o cérebro da sua operação.

Pensa comigo: uma OS eletrônica decente registra tudo. Dados do cliente, descrição do defeito, checklist de entrada (como o aparelho chegou, se tinha arranhões, etc. – isso te salva de cada dor de cabeça!), técnico responsável, peças utilizadas (dando baixa no estoque automaticamente!), tempo de serviço e o status. O cliente pode até receber uma atualização por e-mail ou WhatsApp: 'Seu aparelho entrou em diagnóstico'. 'Seu orçamento está pronto'. 'Seu serviço foi concluído'.

Mas o ouro tá no que você faz com essa informação. Depois de registrar 100, 200 OSs, você consegue tirar relatórios. Qual é o serviço que mais aparece? Qual te dá mais lucro? Qual técnico é mais rápido em determinado tipo de conserto? Qual peça você tá comprando toda semana e poderia negociar um preço melhor por quantidade? Você começa a ver padrões. Você descobre que, na média, a troca da tela do modelo X não leva 1 hora, mas sim 1 hora e 45 minutos, contando o tempo de testar tudo depois. E aí, na próxima vez que um cliente perguntar o preço, você não vai chutar. Você vai dar um preço baseado na sua própria realidade.

Então, como eu saio do 'chute' e começo a precificar direito?

Ok, chega de diagnóstico, vamos pra solução. Não tem fórmula mágica, mas tem um caminho. Primeiro, você precisa saber quanto custa sua hora de trabalho. E não é pra pirar com planilhas complexas. Pega um papel e lista seus custos fixos mensais: aluguel, água, luz, internet, seu pro-labore (sim, você tem que ter um salário!), impostos, o software que você usa, tudo. Digamos que deu R$ 5.000.

Agora, quantas horas você efetivamente trabalha por mês? Seja honesto. Não conta a hora do almoço nem o tempo que você fica no zap. Se você trabalha 8 horas por dia, de segunda a sexta, dá umas 176 horas no mês. Divide o custo pela hora: R$ 5.000 / 176 horas = R$ 28,40. Essa é a sua hora de 'loja aberta'. Cada hora que o relógio passa, sua loja custa R$ 28,40, entrando cliente ou não.

Agora, quando for dar um orçamento, o cálculo muda. Fica assim: (Custo da sua hora X Tempo estimado do serviço) + Custo da peça + Sua margem de lucro. Por exemplo: um serviço que leva 2 horas. (R$ 28,40 x 2) + R$ 150 (peça) = R$ 56,80 + R$ 150 = R$ 206,80. Esse é o seu custo. Daqui pra cima é seu lucro. Se você cobrar R$ 300, seu lucro foi de R$ 93,20. Se você tivesse cobrado R$ 200, como pensou no início, você teria pago pra trabalhar.

No começo, o 'tempo estimado' vai ser no chute mesmo. Mas se você usar um sistema pra registrar as OSs, em pouco tempo você terá uma média real de tempo pra cada tipo de serviço. E aí, meu amigo, o jogo vira. Você para de ser um técnico que tem uma empresa e vira um empresário que entende de serviço técnico. E isso faz toda a diferença.

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