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Gestão

Aquela terça em que o remédio controlado sumiu do estoque

Equipe Blog Gestão Publicado em 13 de junho de 2026 Revisado em maio de 2026 6 min
Balcão de farmácia com caixas de medicamentos empilhadas e caderno de controle aberto ao lado do computador
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Era uma terça-feira comum. Você tinha acabado de receber a entrega do distribuidor, estava conferindo as caixas no depósito quando a Mariana gritou lá da frente: 'Tem gente da Vigilância aqui querendo falar com você'. O estômago embrulha na hora. Você larga tudo, limpa a mão na calça e vai pro balcão com aquele sorriso amarelo de quem não sabe o que vem pela frente.

A fiscal é educada, mas direta. Quer ver o controle de psicotrópicos dos últimos três meses. Você puxa o caderninho — aquele mesmo que o farmacêutico responsável jura que preenche todo dia — e abre na frente dela. Tudo certinho, caneta azul, letra caprichada. Só que ela pede pra conferir o estoque físico. E aí a coisa desanda.

No papel constam 47 caixas de um ansiolítico. Na prateleira tem 39. Oito caixas de diferença. Você sua frio. Tenta explicar que pode ser erro de lançamento, que alguém esqueceu de anotar uma venda, que o movimento é grande e às vezes escapa. Ela anota tudo, pede pra assinar um termo, e diz que vai abrir um processo. Quando ela sai, você fica ali parado no meio da loja, olhando pro caderninho como se ele fosse um inimigo.

O caderninho não é vilão — mas também não dá conta

Eu sei que você não é malandro. Sei que o farmacêutico é sério, que a equipe se esforça, que todo mundo tenta fazer direito. O problema não é má vontade. O problema é que drogaria hoje em dia não cabe mais num caderno. Não cabe numa planilha que você abre de vez em quando pra 'dar uma conferida'. Não cabe numa rotina em que cada um anota do jeito que acha melhor.

Vou te contar uma coisa que aprendi na marra, rodando farmácia alheia por anos: o controle de medicamentos — especialmente os controlados — não aceita improviso. Não aceita 'depois eu atualizo'. Não aceita aquela história de 'ah, mas todo mundo sabe que o Clonazepam tá guardado ali'. A Anvisa não quer saber se todo mundo sabe. Ela quer rastreabilidade. Quer saber quem vendeu, pra quem, quando, com que receita, e quanto sobrou.

E tem mais: quando você não tem isso na ponta da língua — ou melhor, na ponta do clique —, quem paga o pato não é só a farmácia. É você. Multa, processo, suspensão de alvará. Já vi dono de drogaria perdendo o sono por causa de três comprimidos que sumiram do sistema e ninguém sabe explicar.

Ordem de serviço que ninguém cumpre vira papel de presente

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Chega de perder o sono com controle de estoque e ordens de serviço

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Agora vamos falar do elefante na sala: as ordens de serviço. Sabe aquela fichinha que você imprime ou escreve à mão pedindo pro estoquista separar os vencidos? Ou aquela orientação pro balconista conferir os lotes na hora de repor a gôndola? Pois é. Na teoria, todo mundo recebe, assina, cumpre. Na prática, vira decoração de mural ou forra gaveta.

Eu já vi farmácia com pilha de ordem de serviço grampeada na parede, tudo amarelando, e ninguém lembra o que era pra ter sido feito. O problema não é falta de boa vontade. É que papel solto não grita, não avisa, não cobra. Você manda fazer a contagem do estoque de antibióticos na segunda-feira, mas na terça chega fornecedor, na quarta tem promoção, na quinta falta gente, e quando é sexta ninguém lembra mais.

Aí você vai conferir o sistema — ops, a planilha — e descobre que aquele lote que vencia em março ainda tá lá, encalhado, porque ninguém deu baixa, ninguém separou, ninguém devolveu. Prejuízo no bolso. E o pior: você não consegue nem apontar o dedo, porque não tem registro de quem era responsável por aquilo.

A dor real não é a fiscal — é o dia seguinte

Depois daquela terça-feira que eu te contei, o dono da farmácia passou a semana inteira refazendo contagem. Parou tudo. Fechou o depósito, botou todo mundo pra contar caixa por caixa, lote por lote, tarja por tarja. Perdeu venda, perdeu tempo, perdeu a paciência. E no final, descobriu que o problema não era roubo. Era desorganização.

Um balconista anotava no caderninho só no fim do plantão, de memória. Outro esquecia de lançar quando o movimento apertava. O farmacêutico, coitado, tentava conciliar tudo no sábado, mas já tinha perdido o fio da meada. E a planilha? Bem, a planilha vivia desatualizada porque ninguém tinha tempo — ou paciência — de abrir, procurar a linha certa, digitar, salvar, conferir.

Sabe o que dói mais? É saber que aquilo tudo era evitável. Não precisava de milagre. Precisava de processo. Precisava de um jeito de registrar a movimentação na hora que ela acontece, de gerar a ordem de serviço e acompanhar se foi cumprida, de bater o estoque sem precisar parar a loja inteira.

Sistema não é luxo — é o mínimo pra dormir tranquilo

Eu sei que tem gente que torce o nariz quando ouve falar em sistema de gestão. 'Ah, é caro'. 'Ah, é complicado'. 'Ah, minha equipe não vai saber mexer'. Tudo desculpa de quem ainda não levou um susto grande o suficiente. Ou de quem acha que dá pra tocar farmácia como se toca uma vendinha de bairro.

Olha, eu respeito quem começou pequeno e foi crescendo no caderninho. Mas hoje, com a vigilância cada vez mais em cima, com margem apertada, com concorrência de rede grande e farmácia popular, você não pode se dar ao luxo de perder produto por vencimento, de tomar multa por divergência de estoque, de não saber quanto tem de cada item.

Um sistema de gestão decente — e quando digo decente, não tô falando de ERP de multinacional — faz o seguinte: registra toda entrada e saída na hora, te avisa quando o estoque tá baixo, te mostra os lotes que vencem primeiro, gera ordem de serviço e te deixa acompanhar se foi feita, bate o físico com o contábil sem você precisar passar a madrugada de sábado contando caixinha.

E tem mais: quando a fiscal aparece — e ela vai aparecer —, você abre o sistema, filtra por período, imprime o relatório e entrega. Sem drama. Sem passar vergonha. Sem virar a noite recontando.

O vhsys não vai resolver sua vida — mas resolve essa dor

Eu não costumo ficar empurrando ferramenta pra ninguém. Cada negócio é um negócio, cada dono sabe onde o calo aperta. Mas se você tá cansado de viver naquela gangorra de 'será que o estoque bate?', de abrir planilha e sentir aquele frio na barriga, de não conseguir cobrar a equipe porque não tem como provar quem fez ou deixou de fazer, então vale a pena dar uma olhada no vhsys.

É um sistema pensado pra pequeno e médio negócio, que não exige mestrado em TI pra operar. Você cadastra os produtos, lança as vendas, acompanha o estoque em tempo real, cria ordem de serviço direto no sistema e marca quando foi cumprida. Tem controle de lote, de validade, de movimentação. Tem relatório que você exporta em dois cliques quando precisa.

Não é milagre. Não vai fazer o trabalho por você. Mas vai te dar o que você mais precisa: controle. Aquela sensação de que, se alguém perguntar 'cadê o remédio X?', você abre o sistema e responde na hora. Sem chute. Sem desculpa. Sem passar vergonha.

E olha, eu já vi farmácia que resistiu anos, até levar a primeira autuação. Aí o dono vem correndo atrás de solução, desesperado, querendo implementar tudo pra ontem. Não precisa chegar nesse ponto. Dá pra arrumar a casa antes do telhado cair. Dá pra dormir sem ficar pensando se esqueceu de anotar alguma coisa. Dá pra tocar a farmácia sem viver apagando incêndio.

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